segunda-feira, 8 de junho de 2009

Capítulo 9- Teorias da globalização


Blocos econômicos


Paulatinamente, os governos de países amigos perceberam que era preciso agilizar o trânsito de produtos. Foi com esse espírito que nasceu o primeiro grande bloco econômico no mundo: O mercado Comum Europeu (MCE). Tomemos como exemplo a Grécia, que é um grande produtor de azeitonas. A partir do instante em que a Grécia passou a integrar o MCE, ficou possível encontrar azeitonas gregas em qualquer supermercado da comunidade e praticamente ao mesmo preço com que são vendidas na origem. Expandiu-se para as grandes relações empresariais, bancárias, tecnológicas e também ao turismo. Hoje qualquer cidadão da comunidade pode entrar e sair de um país-membro sem qualquer problema. Pode, inclusive, conseguir emprego fixo. O MCE não foi apenas pioneiro na formação de um bloco econômico importante que serviu de modelo para a criação de outros, mas também por iniciar a integração geopolítica dos povos europeus. Em 1993, seus doze membros assinaram um tratado, na cidade holandesa de Maastricht, visando à integração européia. O MCE inspirou outros países a também criarem associações econômicas. Foi assim que, em 1991, surgiu o MERCOSUL (Mercado Comum do Sul). Logo nos primeiros anos do MERCOSUL, o comércio do Brasil com os países-membros triplicou. Por contra disso, inúmeras são as empresas brasileiras que mantêm escritórios regulares em Buenos Aires, Montevidéu e Assunção. Em 1993, nasceu o Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte). Os norte-americanos queriam que o Chile também fizesse parte do acordo, mas isso acabou não acontecendo. Os chilenos perceberam logo que, se entrassem no Nafta, praticamente não teriam poder. Assim, acabaram optando pela aproximação com o MERCOSUL.

Integração entre mercados

Teóricos defendem que os mercados comuns são etapas importantes da globalização da economia. Entre eles, há duas correntes: a Teoria dos Blocos Regionais e a Teoria da Globalização Via Mercados Supranacionais. Os que defendem a primeira teoria admitem que há uma tendência de os países se integrarem nos continentes, formando blocos regionais fechados, que tendem a impedir a entrada de produção de fora. Os que propagam a segunda teoria afirmam que os blocos comerciais são sementes de um único bloco globalizado, que resultaria da interdependência cada vez maior entre eles.

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